Sem título...
Grávida de mim mesma
Me preencho de adjetivos bons.
O ventre cresce de palavras boas.
E quando parir
Por vias escusas e maravilhosas
Por tubos e mucosas
Será uma nova pessoa
Eu mesma renovada!
escritora infanto-juvenil, bibliotecária
1 Comments:
Sobre um crime e o castigo:
Eu grávida, tal qual Macabéa: o futuro coube em meu ventre; entretanto, o amanhã anuncia a desordem. Certamente não há nada de mais temível e horrível a acontecer: o aborto dos sonhos.
Peço-vos, não me condenem, seres impérvios. Ao final do arco íris, não se encontra ouro, ou fortuna, há só um descolorido, descontente, demente, e umbrífero... Há a Sombra que enlaça-me no abandono de mim em qualquer lugar.
... se eu pudesse nascer de novo...
Mas o horizonte me aponta dois caminhos, ambos, completamente tortuosos.
Ou eu me aborto. Ou eu me vivo. E nem uma, e nem outra, trazem-me alguma valia, ou tornam-me quite com a vida. Sim, pois ao contrário de Brás Cubas, meu saldo é bastante devedor.
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Gostei do teu blog!
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